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Servomotor para máquina de embalagem: como escolher o ideal

  • Automação Industrial
  • 4 de agosto 2026

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Servomotor para máquina de embalagem

O servomotor é indicado para eixos de máquinas de embalagem que exigem movimentos rápidos, repetitivos e sincronizados. Ele pode ser aplicado no avanço de filme, corte, selagem, dosagem, alimentação e posicionamento de produtos, especialmente quando o processo exige controle preciso de posição, velocidade ou torque.

No entanto, escolher o modelo adequado não depende apenas da potência do motor. É necessário avaliar o perfil de movimento, o torque contínuo e de pico, a velocidade, a inércia da carga, a transmissão mecânica, o tempo de ciclo e a integração com o sistema de controle.

Neste artigo, você verá onde o servomotor pode ser utilizado em máquinas de embalagem, quais critérios devem orientar a especificação e quais erros precisam ser evitados para garantir desempenho, estabilidade e confiabilidade ao equipamento.

O que é um servomotor para máquina de embalagem

Em máquinas de embalagem, o sistema servoacionado integra servomotor, servo drive, encoder e controlador. O drive executa os comandos do CLP e corrige desvios com base no feedback do encoder. Por isso, o desempenho depende da compatibilidade entre todos os componentes elétricos e mecânicos.

Para aprofundar o princípio de funcionamento, consulte o conteúdo sobre o que é um servo motor.

Como o servomotor funciona em sistemas de embalagem

Em uma máquina de embalagem, o servomotor executa movimentos programados a partir de comandos enviados pelo CLP ou por um controlador de movimento. Esse comando pode definir a posição que o eixo deve atingir, a velocidade de operação ou o torque necessário em determinada etapa do ciclo.

O servo drive recebe essa referência e controla a energia fornecida ao motor. Ao mesmo tempo, o encoder mede continuamente o movimento real do eixo e envia essa informação de volta ao drive.

Com esses dados, o sistema compara o valor programado com o movimento executado. Quando identifica uma diferença, o servo drive ajusta o acionamento do motor para reduzir o erro durante o ciclo.

Esse controle em malha fechada permite coordenar diferentes etapas da máquina, como avanço de material, posicionamento do produto, dosagem, selagem e corte. Assim, o eixo pode acompanhar outros movimentos da embaladora e manter a sequência definida pelo programa de automação.

Componentes do sistema servoacionado

Um sistema servoacionado depende da integração entre componentes elétricos, eletrônicos e mecânicos. Em uma máquina de embalagem, os principais são:

  • Servomotor: converte a energia elétrica em movimento e aciona o eixo da máquina.
  • Servo drive: recebe os comandos do controlador, alimenta o motor e realiza os ajustes necessários durante o movimento.
  • Encoder: mede a posição e a velocidade do eixo, enviando essas informações ao servo drive.
  • CLP ou controlador de movimento: coordena a sequência da máquina e define referências de posição, velocidade ou torque para cada etapa do ciclo.
  • Transmissão mecânica: transfere o movimento do motor para a carga por meio de redutores, correias, polias, acoplamentos, fusos ou outros mecanismos.
  • Cabos de potência e feedback: conectam motor, drive e encoder. Sua especificação e instalação corretas são importantes para a alimentação do sistema e para a transmissão confiável dos sinais.

O desempenho do conjunto depende da compatibilidade entre todos esses elementos. Um servomotor corretamente selecionado pode apresentar resultados insatisfatórios quando o drive, a transmissão, os cabos ou o controlador não atendem às exigências da aplicação.

Como ocorre o sincronismo durante a embalagem

O sincronismo ocorre quando os diferentes eixos da máquina executam seus movimentos de forma coordenada, respeitando a posição do produto, o avanço do material e o tempo de cada etapa do ciclo.

O CLP ou controlador de movimento utiliza um eixo como referência principal, chamado de eixo mestre, enquanto os demais atuam como eixos seguidores. A partir dessa referência, o sistema ajusta eletronicamente a posição e a velocidade de mecanismos como rolos de tração, esteiras, mordentes de selagem e facas de corte.

Em uma máquina flow pack, por exemplo, o avanço do filme precisa acompanhar o deslocamento do produto. Ao mesmo tempo, a selagem e o corte devem ocorrer no ponto correto da embalagem. Sensores de presença ou de marca impressa podem enviar sinais ao controlador para corrigir pequenas diferenças de posicionamento durante a operação.

Exemplo de máquina flow pack utilizada no transporte, selagem e corte sincronizado de produtos.

O encoder de cada servomotor informa continuamente a posição real do eixo. O servo drive compara esse valor com a referência programada e realiza correções durante o movimento. 

Dessa forma, a máquina mantém a sequência do processo mesmo quando há variações de velocidade, formato ou comprimento da embalagem.

O sincronismo pode ser realizado por funções como engrenamento eletrônico, came eletrônico e correção de registro, dependendo da arquitetura de controle utilizada.

Principais aplicações do servomotor em máquinas de embalagem

O servomotor pode ser utilizado nos eixos que exigem controle coordenado de movimento ao longo do ciclo da máquina. A aplicação depende do tipo de embalagem, da velocidade de produção, da mecânica do equipamento e do nível de precisão necessário.

Avanço e tração do filme

Nos sistemas que utilizam filmes flexíveis, o servomotor aciona rolos responsáveis por puxar o material no comprimento programado. Esse controle ajuda a manter o passo da embalagem e a coordenar o avanço com as etapas de selagem e corte.

Quando o filme possui marca impressa, sensores de registro podem enviar correções ao controlador para compensar pequenos desvios e posicionar a impressão corretamente.

Corte sincronizado

O servomotor pode acionar facas de corte intermitentes ou rotativas. Nesse caso, o movimento da lâmina precisa acompanhar a posição do produto e a velocidade do material.

Em aplicações de corte rotativo, o controlador pode ajustar eletronicamente a velocidade angular da faca ao longo do ciclo para que o corte ocorra no ponto programado.

Selagem

Em mecanismos de selagem, o servomotor pode controlar a aproximação, o fechamento e a abertura dos mordentes. Isso permite programar a posição e o tempo de contato conforme o material, o tamanho da embalagem e a velocidade da máquina.

O servomotor controla o movimento mecânico da selagem. O controle de temperatura é realizado pelo sistema térmico da máquina.

Dosagem e envase

Em máquinas de dosagem e envase, o servomotor pode acionar pistões, roscas dosadoras, bombas ou outros mecanismos de alimentação.

O controlador define o deslocamento, a velocidade e a sequência do acionamento de acordo com o volume ou a quantidade programada. O resultado final também depende das características do produto e do sistema mecânico utilizado.

Alimentação e posicionamento de produtos

O servoacionamento pode controlar esteiras, correias de alimentação, separadores e sistemas de indexação. A função é organizar o espaçamento entre os produtos e posicioná-los corretamente antes das etapas de envolvimento, selagem, rotulagem ou encaixotamento.

Para aprofundar essa aplicação, consulte o conteúdo sobre servomotor para sistemas de posicionamento.

Troca automática de formato

O servomotor também pode ser utilizado para reposicionar guias, ajustar larguras, alterar alturas ou modificar a posição de mecanismos conforme a receita selecionada na IHM.

Essa aplicação reduz a necessidade de regulagens manuais e facilita a adaptação da máquina a diferentes produtos e dimensões de embalagem.

Transporte e sincronismo entre módulos

Em linhas com vários módulos, servomotores podem coordenar o transporte entre alimentação, embalagem, inspeção e saída. O controlador ajusta a relação entre os eixos para evitar acúmulos, colisões ou espaçamentos irregulares.

Na prática, uma única máquina pode utilizar vários servomotores, cada um responsável por uma etapa específica, mas todos sincronizados pelo sistema de controle.

Benefícios do servomotor para máquinas de embalagem

O uso de servomotores permite controlar os movimentos da máquina de forma programável e coordenada. Os ganhos dependem do dimensionamento, da mecânica, da parametrização e das condições reais do processo.

Maior repetibilidade dos movimentos

Como o encoder monitora continuamente o eixo, o sistema pode corrigir desvios entre o comando programado e o movimento executado. Isso contribui para manter constantes operações como avanço, posicionamento, corte e dosagem ao longo dos ciclos.

Sincronização entre os eixos

Os servomotores podem trabalhar de forma coordenada com outros eixos da máquina. Essa sincronização é importante quando o produto, o filme, os mordentes e a faca de corte precisam manter uma relação precisa de posição e velocidade.

Flexibilidade para mudanças de formato

Parâmetros de posição, velocidade e curso podem ser alterados por programação ou por receitas na IHM. Isso facilita a adaptação da máquina a diferentes tamanhos de produto e embalagem, reduzindo a necessidade de ajustes mecânicos manuais.

Controle de aceleração e desaceleração

O perfil de movimento pode ser configurado de acordo com a carga e com o tempo de ciclo. A aceleração e a desaceleração controladas ajudam a reduzir impactos mecânicos, vibrações e movimentações bruscas do produto.

Redução de erros de posicionamento

Em aplicações com sensor de presença ou leitura de marca, o controlador pode realizar correções durante a operação. Esse recurso ajuda a manter o corte, a impressão, a selagem ou a aplicação do rótulo na posição programada.

Monitoramento e diagnóstico do eixo

O servo drive fornece informações como posição, velocidade, torque estimado, alarmes e condições de operação. Esses dados auxiliam a equipe de manutenção na identificação de sobrecargas, falhas de feedback e problemas de parametrização.

Menor dependência de ajustes mecânicos

Recursos como engrenamento eletrônico, came eletrônico e reposicionamento programado podem substituir parte dos ajustes feitos por cames, correntes, engrenagens ou dispositivos manuais.

Potencial de redução de perdas no processo

Quando corretamente aplicado, o servoacionamento pode reduzir perdas associadas a cortes fora de posição, embalagens desalinhadas, alimentação irregular e erros de dosagem. O resultado, porém, depende também da qualidade da mecânica, dos sensores e do ajuste do processo.

Melhor integração com a automação da máquina

O servomotor pode ser integrado ao CLP, à IHM e às redes industriais. Isso facilita a criação de receitas, o monitoramento dos eixos, a troca de formatos e a coordenação entre diferentes etapas da máquina.

Como dimensionar um servomotor para máquinas de embalagem

O dimensionamento deve considerar torque, velocidade, inércia, transmissão e perfil de movimento ao longo do ciclo. Como essa análise envolve cálculos e validação da curva torque × velocidade, consulte o guia completo sobre dimensionamento de servomotores

Critérios para escolher o servomotor ideal

A escolha do servomotor deve considerar o comportamento completo do eixo durante o ciclo da máquina. Analisar somente a potência, o torque nominal ou a rotação máxima pode levar ao superdimensionamento ou à seleção de um conjunto incapaz de atender às acelerações, ao sincronismo e ao regime térmico da aplicação.

Perfil de movimento

O perfil de movimento descreve como o eixo se comporta em cada etapa do ciclo. Para defini-lo, é necessário levantar:

  • distância ou ângulo; 
  • tempo de movimento; 
  • tempo parado; 
  • aceleração e desaceleração; 
  • velocidade máxima; 
  • ciclos por minuto; 
  • movimento contínuo ou intermitente.

Um eixo de transporte contínuo possui exigências distintas de um mecanismo que precisa acelerar, posicionar, parar e retornar várias vezes por minuto.

Por isso, o dimensionamento deve considerar o ciclo completo, incluindo os períodos de aceleração, velocidade constante, desaceleração e repouso.

Torque contínuo e torque de pico

O torque de pico atende aos esforços de curta duração, normalmente encontrados durante acelerações, desacelerações, partidas ou mudanças rápidas de movimento. Já o torque contínuo está relacionado ao esforço que o motor pode fornecer sem ultrapassar seus limites térmicos.

Em aplicações cíclicas, não basta verificar se o torque máximo do motor supera o maior esforço da máquina. Também é necessário calcular o torque efetivo ao longo do ciclo, geralmente analisado por meio do torque RMS.

Um motor pode suportar um pico momentâneo e, ainda assim, apresentar aquecimento excessivo se o torque médio do ciclo estiver acima da sua capacidade contínua.

Para aprofundar essa etapa, consulte o conteúdo sobre como calcular o torque para o servomotor.

Velocidade máxima e velocidade de operação

A velocidade máxima informa o limite de rotação do motor, mas não garante que ele forneça o torque necessário em toda a faixa de trabalho.

A análise deve considerar a combinação entre torque e velocidade em cada etapa do ciclo. Em determinadas rotações, o torque disponível pode diminuir, dependendo das características do motor, do servo drive e da tensão de alimentação.

Inércia da carga

A inércia representa a resistência de um corpo às mudanças de velocidade. Quanto maior a inércia do conjunto acionado, maior será o torque necessário para acelerar ou desacelerar o eixo.

Veja o procedimento para calcular a inércia da carga refletida ao motor.

Transmissão mecânica

A transmissão mecânica conecta o servomotor à carga e interfere diretamente no torque, na velocidade, na precisão e na resposta dinâmica do sistema.

Entre as configurações mais utilizadas estão:

  • redutor; 
  • correia e polias; 
  • fuso de esferas; 
  • acoplamento; 
  • tambor ou rolo; 
  • mecanismo biela-manivela; 
  • acionamento direto. 

Cada solução possui características próprias. Um redutor pode aumentar o torque disponível e reduzir a inércia refletida, mas também introduzir folga e perdas mecânicas. Correias podem oferecer flexibilidade de montagem, enquanto fusos de esferas convertem movimento rotativo em linear com alta eficiência.

Também devem ser avaliados:

  • relação de transmissão; 
  • eficiência mecânica; 
  • folgas; 
  • rigidez; 
  • elasticidade; 
  • atrito; 
  • vida útil dos componentes. 

O servomotor deve ser dimensionado para o conjunto completo, e não apenas para a carga final.

Precisão, resolução e repetibilidade

Embora estejam relacionadas, precisão, resolução e repetibilidade não representam a mesma característica.

Resolução é o menor incremento que o sistema consegue medir ou comandar. Ela depende, entre outros fatores, do encoder e da configuração do controle.

Precisão representa a proximidade entre a posição programada e a posição realmente atingida.

Repetibilidade é a capacidade de retornar à mesma posição em ciclos sucessivos, sob condições semelhantes.

Um encoder com alta resolução não garante, isoladamente, elevada precisão na ponta da máquina. Folgas no redutor, elasticidade da correia, deformação estrutural, erros de montagem e variações do processo também influenciam o resultado.

A exigência deve ser definida conforme a função do eixo. Corte, registro de impressão e aplicação de rótulos, por exemplo, podem exigir desempenho diferente de uma esteira de transporte.

Comunicação e sincronismo

A interface entre o servo drive e o controlador deve ser compatível com a arquitetura de automação da máquina.

O comando pode ser realizado por:

  • sinais de pulso; 
  • referência analógica; 
  • comunicação industrial; 
  • rede dedicada ao controle de movimento. 

Em máquinas com vários eixos, uma rede de movimento pode facilitar o sincronismo, o compartilhamento de posições e a execução de funções como came eletrônico e engrenamento eletrônico.

Protocolos como EtherCAT e CANopen são exemplos de tecnologias que podem ser utilizadas, mas não constituem uma exigência universal. A escolha depende da compatibilidade com o CLP, o motion controller, os demais componentes e o desempenho requerido.

Também é importante verificar:

  • tempo de atualização da comunicação; 
  • capacidade de sincronização dos eixos; 
  • disponibilidade de blocos de função; 
  • integração com a IHM; 
  • acesso a alarmes e variáveis de diagnóstico; 
  • suporte a homing, posicionamento e controle de velocidade ou torque. 

Condições ambientais e grau de proteção

O ambiente onde o servomotor será instalado influencia a escolha do motor, dos conectores, dos cabos e da solução de montagem.

Devem ser avaliados:

  • presença de poeira; 
  • umidade; 
  • contato com líquidos; 
  • procedimentos de lavagem; 
  • temperatura ambiente; 
  • contaminação por óleo ou produtos químicos; 
  • requisitos higiênicos; 
  • vibração; 
  • instalação em área classificada, quando aplicável. 

O grau de proteção deve ser definido de acordo com a exposição real do equipamento. Não existe um único grau IP adequado a todas as máquinas de alimentos, bebidas ou produtos farmacêuticos.

Um motor instalado dentro de um gabinete protegido pode exigir uma solução diferente daquele montado próximo a uma região submetida à lavagem frequente. Também é necessário verificar se conectores, prensa-cabos e vedações mantêm a proteção requerida pelo conjunto.

Freio, redutor e retenção do eixo

O freio pode ser necessário quando a carga precisa permanecer imobilizada com o motor desenergizado. Essa condição é comum em eixos verticais ou mecanismos sujeitos à ação da gravidade.

Em geral, o freio incorporado ao servomotor é utilizado para retenção, e não como elemento principal de frenagem dinâmica durante a operação. O uso correto deve seguir as especificações do fabricante.

O redutor pode ser aplicado para:

  • aumentar o torque disponível na carga; 
  • reduzir a velocidade; 
  • adequar a inércia refletida; 
  • ajustar a relação entre motor e mecanismo. 

Entretanto, sua seleção deve considerar folga, rigidez, eficiência, capacidade de carga e vida útil. Em aplicações de alta precisão, o backlash do redutor pode afetar diretamente o posicionamento e a repetibilidade.

Compatibilidade entre motor, drive, encoder e cabos

O sistema servoacionado deve ser especificado como um conjunto. Servomotor, servo drive, encoder e cabos precisam ser compatíveis em relação à tensão, corrente, potência, tipo de feedback e recursos de controle.

Também devem ser confirmados:

  • modelo de motor aceito pelo drive; 
  • corrente nominal e de pico; 
  • tensão de alimentação; 
  • tipo e resolução do encoder; 
  • conectores utilizados; 
  • comprimento máximo dos cabos; 
  • necessidade de freio; 
  • compatibilidade com resistores de frenagem e acessórios. 

Os cabos de potência e feedback merecem atenção especial. Blindagem inadequada, aterramento incorreto, roteamento próximo a condutores de alta interferência ou uso de cabos fora da especificação podem provocar ruídos, falhas de comunicação e instabilidade no eixo.

Saiba mais sobre a especificação correta dos cabos para servomotor

Erros comuns na especificação e instalação

Falhas de desempenho nem sempre estão no servomotor. Elas também podem ser causadas por dimensionamento incorreto, problemas na transmissão, instalação elétrica inadequada ou parametrização errada. Os erros mais comuns são:  

  • escolher somente pela potência; 
  • ignorar aceleração e torque RMS; 
  • não calcular a inércia refletida; 
  • desconsiderar folgas e elasticidade; 
  • instalar incorretamente cabos e aterramento.

Para conhecer outras causas e soluções, consulte o artigo sobre servo motor perdendo posição.

Servomotor x motor de indução: qual utilizar em máquinas de embalagem?

A escolha depende da função de cada eixo. O motor de indução com inversor de frequência é mais indicado para movimentos contínuos e controle de velocidade, como esteiras, bombas e transportadores simples.

O servomotor é mais adequado quando a aplicação exige posicionamento, acelerações rápidas, sincronismo entre eixos, correção de posição ou movimentos repetitivos, como avanço de filme, corte, selagem e dosagem.

Uma mesma máquina pode utilizar as duas tecnologias: servomotores nos eixos de maior precisão e motores de indução nos movimentos auxiliares.

Para uma comparação mais completa, consulte o artigo servo motor ou inversor de frequência: qual escolher?

Conclusão

A escolha de um servomotor para máquina de embalagem deve partir das exigências reais de cada eixo, considerando perfil de movimento, torque contínuo e de pico, velocidade, inércia da carga, transmissão mecânica, sincronismo e condições ambientais.

Quando corretamente dimensionado e integrado ao sistema de automação, o servoacionamento pode aumentar a repetibilidade, a flexibilidade e a coordenação de operações como avanço de filme, corte, selagem, dosagem e posicionamento de produtos.

Com 36 anos de atuação em automação industrial, a Kalatec reúne experiência técnica no atendimento a fabricantes de máquinas, integradores e profissionais de engenharia. 

Essa trajetória permite apoiar projetos desde o levantamento dos dados da aplicação até a especificação do conjunto formado por servomotor, servo drive, cabos e demais componentes do sistema.

Para reduzir riscos de sobrecarga, instabilidade ou baixo desempenho, conte com a equipe técnica da Kalatec para analisar sua aplicação e indicar a solução mais adequada para a máquina de embalagem.

Perguntas frequentes sobre servomotores para máquinas de embalagem

Qual potência escolher para um servomotor?

A potência deve ser definida a partir do torque, da velocidade, da inércia da carga e do perfil de movimento. Escolher apenas pela potência nominal pode resultar em erro de dimensionamento.

Todo servomotor precisa de encoder?

Sim. O encoder fornece o feedback de posição e velocidade necessário para o controle em malha fechada.

Servomotor reduz o consumo de energia?

Pode reduzir em algumas aplicações, mas isso depende do ciclo, da carga, da mecânica e do sistema substituído. Não é um benefício garantido em todos os casos.

É possível substituir um motor convencional por um servomotor?

Sim, desde que sejam avaliados o dimensionamento, a transmissão mecânica, o servo drive, o controlador, os cabos e a integração com a máquina.

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Edilson Cravo

Engenheiro de Aplicação da KALATEC, 25 anos de experiência com mais de 5000 visitas únicas em Indústrias. Especializado em Automação Industrial pela USP e MAUÁ. Atuei em projetos no Instituto Nuclear Brasileiro, Embraer, Rede Globo, USP (Projeto Inspire) entre outros.

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