Para configurar um driver de motor de passo corretamente, é necessário ajustar cinco parâmetros principais:
- Corrente de saída: deve ser ajustada conforme as especificações do motor e o tipo de ligação das bobinas.
- Tensão de alimentação: influencia o desempenho do motor, principalmente em altas velocidades.
- Resolução (microstepping): define o número de pulsos por volta e influencia a suavidade do movimento.
- Frequência de pulsos: determina a velocidade comandada e deve ser compatível com o controlador e o driver.
- Corrente em repouso: permite reduzir o aquecimento quando o motor está parado, respeitando o torque necessário para manter a carga.
Esses ajustes devem considerar as características do motor, do controlador e da aplicação.
Configurações inadequadas podem provocar aquecimento excessivo, perda de passos, ruído, vibração e falhas de posicionamento, comprometendo o desempenho e a confiabilidade da máquina.
Neste guia, você vai aprender como realizar cada ajuste, com orientações técnicas, tabelas de configuração e exemplos práticos utilizando dois drivers comercializados pela Kalatec:
- Driver STR6, da Kalatec, com DSP e tecnologia de anti-ressonância,
- Driver STR8, da Applied Motion Products.
Por que confiar neste guia e drivers kalatec?
Com mais de 36 anos de atuação em automação industrial e mais de 400 mil motores de passo vendidos no Brasil, a Kalatec possui experiência no fornecimento de soluções de movimento para fabricantes de máquinas e integradores.
Um exemplo dessa experiência é a utilização de motores de passo e drivers fornecidos pela Kalatec nos ventiladores pulmonares do projeto INSPIRE, desenvolvido pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) durante a pandemia de COVID-19.
O projeto contou com ensaios realizados com apoio do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e recebeu autorização excepcional da Anvisa em 2020.
Saiba mais sobre o projeto INSPIRE no site oficial da USP.
Qual é a sequência correta para configurar um driver de motor de passo?
A configuração de um driver de motor de passo deve seguir uma sequência que considere as características do motor, os limites do driver e as exigências da aplicação. Isso ajuda a evitar ajustes inadequados que podem causar aquecimento, perda de torque e falhas de posicionamento.
Confira as oito etapas recomendadas:
- Levante os dados técnicos: consulte as especificações do motor, do driver e da aplicação.
- Confira as ligações elétricas: conecte o motor, os sinais de controle e a alimentação com o sistema desenergizado, conforme o manual.
- Ajuste a corrente de saída: considere a corrente nominal do motor, o tipo de ligação das bobinas e o critério de corrente do driver.
- Defina a tensão de alimentação: escolha uma fonte compatível com o motor, os limites do driver e a velocidade exigida.
- Configure o microstepping: selecione a resolução de comando considerando a suavidade do movimento e a capacidade do controlador.
- Calcule a frequência de pulsos: verifique se o controlador e o driver suportam a frequência necessária para a rotação desejada.
- Ajuste a corrente em repouso: considere o torque necessário para manter a carga posicionada quando o motor estiver parado.
- Valide o funcionamento: teste o conjunto na aplicação real, verificando temperatura, ruído, vibração e repetibilidade de posicionamento.
Quais informações consultar antes de começar?
Antes de configurar o driver, consulte a folha de dados do motor, o manual do driver e os requisitos da aplicação. Essas informações são essenciais para definir os parâmetros elétricos e de movimento com segurança.
Como configurar a corrente do motor de passo
A corrente de saída do driver deve ser ajustada conforme a corrente nominal do motor de passo, considerando o tipo de ligação das bobinas e as especificações do fabricante. Um ajuste inadequado pode reduzir o torque disponível, provocar perda de passos ou aumentar o aquecimento do motor.
A corrente influencia diretamente o torque do motor de passo, especialmente em baixas velocidades. Entretanto, aumentar a corrente não significa obter um aumento proporcional de torque em todas as condições de operação.
O boletim técnico do driver STR8, da Applied Motion Products, apresenta uma relação importante: em determinadas condições, o torque é aproximadamente proporcional à corrente, enquanto as perdas resistivas nos enrolamentos variam com o quadrado da corrente.
Por exemplo, considerando a corrente nominal como referência:
- 90% da corrente nominal: aproximadamente 90% do torque de referência e 81% das perdas resistivas.
- 70% da corrente nominal: aproximadamente 70% do torque de referência e 49% das perdas resistivas.
Esses valores são aproximações utilizadas para demonstrar a relação entre corrente, torque e perdas elétricas. A temperatura real do motor também depende das condições de operação, ventilação e dissipação térmica.
Na prática: o objetivo é configurar a corrente necessária para atender ao torque exigido pela aplicação, respeitando os limites elétricos e térmicos do motor e do driver.
Qual é a diferença entre corrente nominal, RMS e de pico?
Para configurar corretamente a corrente de um driver de motor de passo, é importante distinguir três conceitos:
- Corrente nominal: valor de corrente especificado pelo fabricante do motor, considerando as condições de operação e a configuração das bobinas.
- Corrente RMS (eficaz): valor equivalente de corrente utilizado no cálculo das perdas resistivas e do aquecimento dos enrolamentos.
- Corrente de pico: valor máximo instantâneo da corrente, conforme a forma de onda e o critério de especificação adotado pelo fabricante.
Um erro comum é utilizar diretamente o valor nominal do motor na configuração do driver sem verificar se o ajuste é especificado em corrente RMS ou de pico.
No driver KTC-STR6, o manual apresenta uma tabela com valores de corrente de pico e RMS, facilitando a identificação do ajuste adequado.
Para motores de oito fios ligados em paralelo, o manual do KTC-STR6 orienta multiplicar a corrente bipolar de referência por 1,3 para determinar a corrente de pico a configurar, conforme o critério de especificação adotado.
Como definir a corrente correta no driver
No KTC-STR6, a corrente dinâmica é definida pelas chaves SW1, SW2 e SW3 do DIP switch. Selecione a linha mais próxima da corrente necessária:
| Corrente de pico (A) | Corrente RMS (A) | SW1 | SW2 | SW3 |
|---|---|---|---|---|
| Configurada por software | — | ON | ON | ON |
| 3,08 | 2,57 | OFF | ON | ON |
| 3,77 | 3,14 | ON | OFF | ON |
| 4,45 | 3,71 | OFF | OFF | ON |
| 5,14 | 4,28 | ON | ON | OFF |
| 5,83 | 4,86 | OFF | ON | OFF |
| 6,52 | 5,43 | ON | OFF | OFF |
| 7,20 | 6,00 | OFF | OFF | OFF |
Fonte: Manual KTC-STR6, seção 7.2.
No STR8, o processo é diferente: um seletor rotativo define o motor, e o driver ajusta automaticamente a corrente máxima e os parâmetros de anti-ressonância.
As chaves 1 e 2 permitem reduzir a corrente para 100%, 90%, 80% ou 70%, o que é útil quando o motor está montado em uma superfície que dissipa pouco calor ou quando o ambiente é quente.
Alguns exemplos da tabela de seleção para motores Kalatec:
| Motor | Ligação | Seletor | SW1 | SW2 | Corrente base (A) |
|---|---|---|---|---|---|
| KTC-HT23-397 | Paralelo | 4 | ON | ON | 3,4 |
| KTC-HT23-401 | Paralelo | 5 | ON | OFF | 5,0 |
| KTC-HT23-401 | Série | 4 | ON | ON | 3,4 |
| KTC-HT34-487 | Paralelo | C | OFF | OFF | 8,0 |
Fonte: Boletim Técnico nº 4, STR8. A tabela completa está no documento.
O que acontece quando a corrente está alta ou baixa demais?
| Corrente | Sintomas | Consequências |
|---|---|---|
| Alta demais | Motor acima de 80 °C, driver acima de 70 °C, alarme de sobrecorrente | Aquecimento do motor, desgaste do isolamento das bobinas, vida útil menor do driver |
| Baixa demais | Perda de passos, motor parando na aceleração, movimento irregular, ruído | Falhas de posicionamento, refugo e baixa repetibilidade |
O melhor ajuste não é o maior valor possível, e sim o que entrega o torque necessário dentro de uma faixa térmica segura.
Como ajustar a tensão de alimentação do driver
A tensão de alimentação do driver de motor de passo deve ser escolhida conforme as características elétricas do motor, a velocidade exigida pela aplicação e os limites especificados pelo fabricante.
Nos drivers KTC-STR6 e STR8, a faixa de alimentação indicada nos respectivos manuais é de 24 a 75 VDC.
“A tensão influencia principalmente o desempenho do motor em altas velocidades, enquanto o ajuste de corrente tem maior influência sobre o torque disponível, especialmente em baixas rotações.” – Reforça Samir Kassouf – Diretor Técnico da Kalatec Automação
Tensões mais elevadas podem melhorar a resposta da corrente nos enrolamentos e favorecer o desempenho em velocidades maiores. Entretanto, também exigem atenção ao aquecimento, às condições de operação e aos possíveis picos de tensão durante a desaceleração.
No KTC-STR6, o manual informa que a proteção contra sobretensão atua em aproximadamente 78 ± 1 VDC. Por isso, utilizar uma fonte de 72 VDC é a mais recomendada.
Em determinadas aplicações, fontes de 48 VDC podem oferecer um bom equilíbrio entre desempenho e margem de tensão. A escolha, porém, deve considerar a indutância do motor, a velocidade, a carga e as condições de aceleração e desaceleração.
Como estimar a tensão a partir da indutância do motor?
Uma regra empírica utilizada como referência em algumas aplicações de motores de passo é:
V ≈ 32 × √L
Em que:
- V: tensão estimada, em volts.
- L: indutância da fase do motor, em milihenrys (mH).
Por exemplo, para um motor com indutância de 2,5 mH:
V ≈ 32 × √2,5 ≈ 50,6 V
Nesse cenário, uma fonte de 48 VDC pode ser considerada como ponto de partida para avaliação técnica, desde que seja compatível com o driver e com as exigências da aplicação.
Como a tensão influencia o torque em alta velocidade
Os enrolamentos de um motor de passo possuem indutância, o que faz com que a corrente elétrica leve algum tempo para atingir o valor ajustado no driver.
Em baixas rotações, o tempo disponível para a corrente se estabelecer é maior. Já em altas velocidades, o intervalo entre os passos diminui e a corrente pode não atingir o valor programado. Como consequência, o torque disponível tende a cair.
“Uma tensão de alimentação mais elevada permite que a corrente varie mais rapidamente nos enrolamentos, ajudando o motor a manter o torque em rotações superiores.” – Afirma Eng. Samir Kassouf | Diretor da Kalatec Automação
Veja no vídeo a seguir como a tensão de alimentação influencia o funcionamento de um motor de passo.
Como configurar o microstepping
O microstepping divide eletronicamente cada passo de 1,8° do motor em passos menores, o que deixa o movimento mais suave e reduz ruído e ressonância.
A resolução é informada em pulsos por volta: com 3.200 pulsos por volta, cada pulso move o eixo 0,1125°.
No driver STR6, a resolução é definida pelas chaves SW5 a SW8, com 16 opções:
| Pulsos por volta | Ângulo por pulso | SW5 | SW6 | SW7 | SW8 |
|---|---|---|---|---|---|
| 400 (padrão) | 0,9° | ON | ON | ON | ON |
| 800 | 0,45° | OFF | ON | ON | ON |
| 1.600 | 0,225° | ON | OFF | ON | ON |
| 3.200 | 0,1125° | OFF | OFF | ON | ON |
| 6.400 | 0,05625° | ON | ON | OFF | ON |
| 12.800 | 0,0281° | OFF | ON | OFF | ON |
| 25.600 | 0,0141° | ON | OFF | OFF | ON |
| 51.200 | 0,0070° | OFF | OFF | OFF | ON |
| 1.000 | 0,36° | ON | ON | ON | OFF |
| 2.000 | 0,18° | OFF | ON | ON | OFF |
| 4.000 | 0,09° | ON | OFF | ON | OFF |
| 5.000 | 0,072° | OFF | OFF | ON | OFF |
| 8.000 | 0,045° | ON | ON | OFF | OFF |
| 10.000 | 0,036° | OFF | ON | OFF | OFF |
| 20.000 | 0,018° | ON | OFF | OFF | OFF |
| 40.000 | 0,009° | OFF | OFF | OFF | OFF |
Fonte: Manual KTC-STR6, seção 7.1. Por software, a resolução chega a 102.400 pulsos por volta.
No STR8, as chaves 5, 6 e 7 oferecem oito opções: 200, 400, 2.000, 5.000, 12.800 e 20.000 pulsos por volta, além de 200 SMOOTH e 400 SMOOTH, que usam o filtro de suavização explicado mais abaixo.
Como escolher o microstepping sem comprometer o desempenho
A resolução maior não significa precisão maior na mesma proporção. O torque de retenção do motor não muda com o microstepping, mas o torque incremental de cada micropasso, ou seja, a força disponível para vencer atrito e folgas em um único micropasso, cai rapidamente:
| Pulsos por volta | Subdivisões do passo | Torque incremental por micropasso |
|---|---|---|
| 200 | 1 (passo pleno) | 100% |
| 400 | 2 | ≈ 71% |
| 1.600 | 8 | ≈ 20% |
| 3.200 | 16 | ≈ 10% |
| 12.800 | 64 | ≈ 2,5% |
Cálculo: torque incremental = sen(90° ÷ número de subdivisões).
Na prática, isso significa que micropassos muito pequenos melhoram a suavidade, mas nem sempre se traduzem em posição real, porque folgas e elasticidade da mecânica dominam. Algumas orientações:
- 1.600 a 3.200 pulsos por volta atendem a maioria das aplicações industriais, com bom equilíbrio entre suavidade e frequência de pulsos.
- Resoluções decimais facilitam a programação. Com um fuso de passo 5 mm e 5.000 pulsos por volta, cada pulso equivale a exatamente 0,001 mm.
- Resoluções muito altas exigem frequências de pulso elevadas e só valem a pena quando o controlador consegue gerá-las.
Como calcular a frequência de pulsos necessária
Frequência de pulsos (Hz) = rotação (rpm) × pulsos por volta ÷ 60.
Exemplo: 600 rpm com 3.200 pulsos por volta exigem 600 × 3.200 ÷ 60 = 32.000 Hz (32 kHz).
Pela conta inversa, você descobre a velocidade máxima possível com o controlador que já tem: rotação máxima (rpm) = frequência máxima × 60 ÷ pulsos por volta.
A tabela mostra a frequência necessária para cada combinação:
| Rotação (RPM) | 400 pulsos/volta | 1.600 pulsos/volta | 3.200 pulsos/volta | 6.400 pulsos/volta | 20.000 pulsos/volta |
|---|---|---|---|---|---|
| 300 | 2 kHz | 8 kHz | 16 kHz | 32 kHz | 100 kHz |
| 600 | 4 kHz | 16 kHz | 32 kHz | 64 kHz | 200 kHz |
| 1.200 | 8 kHz | 32 kHz | 64 kHz | 128 kHz | 400 kHz ⚠ |
⚠ Acima do limite de 200 kHz da entrada do STR6. Nesse caso, reduza a resolução.
Confira os dois lados: o controlador precisa gerar essa frequência, e o driver precisa aceitá-la.
- O STR6 aceita até 200 kHz.
- No STR8, o filtro digital de ruído das entradas vem ajustado de fábrica em 150 kHz e pode passar para 2 MHz por um jumper interno (S4)
No vídeo abaixo, nossa equipe testa na prática qual é a velocidade máxima de um motor de passo, mostra como ajustar a frequência de trabalho do driver sem perder torque nem precisão e compara o resultado com a tecnologia EasyServo:
Como relacionar frequência de pulsos, velocidade e aceleração
A velocidade de rotação do motor de passo é diretamente proporcional à frequência dos pulsos enviados pelo controlador, desde que a resolução configurada permaneça constante e não ocorra perda de sincronismo.
Para atingir velocidades mais elevadas, normalmente é necessário utilizar uma rampa de aceleração, aumentando gradualmente a frequência dos pulsos. Se a aceleração exigir mais torque do que o motor consegue fornecer, poderá ocorrer perda de passos ou parada do movimento.
Como configurar a redução de corrente em repouso
A redução de corrente em repouso diminui automaticamente a corrente quando o motor está parado, reduzindo o aquecimento sem perder a posição.
Como o calor varia com o quadrado da corrente, a economia é grande: com 60% da corrente, o calor cai para 36% (0,6² = 0,36). Com 50%, cai para 25%.
| Driver | Chave | Opções | Quando usar |
|---|---|---|---|
| KTC-STR6 | SW4 | Reduzir a corrente (a redução ocorre 1 s após o último pulso) ou manter a corrente dinâmica | Reduzir na maioria das aplicações; manter quando a carga exige torque total parado |
| STR8 | Chave 4 | 50% ou 90% da corrente de trabalho | 50% para cargas horizontais (reduz o aquecimento em 75%); 90% para cargas verticais |
Como validar a configuração do conjunto motor e driver
Rode a máquina em ciclo contínuo, nas condições mais severas previstas, até estabilizar a temperatura, e só então avalie o resultado. Problemas térmicos e de perda de passos costumam aparecer apenas depois do aquecimento completo. Os limites do manual do STR6 são:
- Driver: abaixo de 70 °C.
- Motor: abaixo de 80 °C.
- Ambiente: de 0 a 50 °C, sem poeira, névoa de óleo ou gases.
Confira também a repetibilidade: leve o eixo várias vezes a uma posição de referência e veja se ele volta exatamente ao mesmo ponto.
Checklist final para configurar o driver de motor de passo
Antes de colocar o motor de passo em operação, utilize este checklist para verificar se os principais parâmetros elétricos e de movimento foram configurados corretamente.
- Ligações elétricas: conexões de alimentação, motor e sinais conferidas, com polaridade correta, aterramento e organização dos cabos conforme o manual.
- Ligação das bobinas: configuração do motor (série ou paralelo, quando aplicável) identificada e compatível com o driver.
- Corrente de saída: valor ajustado conforme as especificações do motor, o tipo de ligação e o critério de corrente RMS ou de pico do driver.
- Tensão de alimentação: fonte dentro da faixa permitida pelo driver, com margem para possíveis elevações de tensão durante a desaceleração.
- Dimensionamento da fonte: capacidade de alimentação adequada às exigências do conjunto.
- Resolução de passos: microstepping configurado conforme a resolução de comando necessária e as limitações mecânicas da aplicação.
- Frequência de pulsos: valor calculado e compatível com os limites do controlador e do driver.
- Rampas de aceleração e desaceleração: parâmetros testados com a carga e nas condições reais de operação.
- Corrente em repouso: valor configurado conforme o torque de sustentação necessário, especialmente em aplicações com cargas verticais.
- Temperatura de operação: motor e driver avaliados após um ciclo representativo de trabalho, respeitando os limites e pontos de medição especificados pelos fabricantes.
- Validação do movimento: posicionamento, repetibilidade, ruído e vibração verificados nas condições reais de operação, sem evidências de perda de passos.
Conclusão: como garantir a configuração correta do driver de motor de passo?
Configurar corretamente um driver de motor de passo exige mais do que selecionar a corrente e a resolução.
É necessário considerar a tensão de alimentação, o microstepping, a frequência de pulsos, as rampas de aceleração e a corrente em repouso, sempre de acordo com as características do motor e as exigências da aplicação.
O melhor resultado vem da combinação entre dimensionamento correto, parametrização adequada e testes com a carga real. Por isso, utilize o checklist deste guia antes de colocar o equipamento em operação.
Precisa de ajuda para selecionar ou configurar um driver de motor de passo?
A Kalatec Automação oferece soluções em motores de passo e drivers para fabricantes de máquinas e aplicações industriais. Entre em contato com nossa equipe técnica para avaliar a solução mais adequada ao seu projeto.