Ir para o conteúdo
Site Kalatec
Início » Automação Industrial » Como configurar um driver de motor de passo: guia prático

Como configurar um driver de motor de passo: guia prático

  • Automação Industrial
  • 30 de outubro 2026

Compartilhe:

como configurar um driver de motor de passo

Para configurar um driver de motor de passo corretamente, é necessário ajustar cinco parâmetros principais:

  1. Corrente de saída: deve ser ajustada conforme as especificações do motor e o tipo de ligação das bobinas.
  2. Tensão de alimentação: influencia o desempenho do motor, principalmente em altas velocidades.
  3. Resolução (microstepping): define o número de pulsos por volta e influencia a suavidade do movimento.
  4. Frequência de pulsos: determina a velocidade comandada e deve ser compatível com o controlador e o driver.
  5. Corrente em repouso: permite reduzir o aquecimento quando o motor está parado, respeitando o torque necessário para manter a carga.

Esses ajustes devem considerar as características do motor, do controlador e da aplicação.

Configurações inadequadas podem provocar aquecimento excessivo, perda de passos, ruído, vibração e falhas de posicionamento, comprometendo o desempenho e a confiabilidade da máquina.

Neste guia, você vai aprender como realizar cada ajuste, com orientações técnicas, tabelas de configuração e exemplos práticos utilizando dois drivers comercializados pela Kalatec: 

  • Driver STR6, da Kalatec, com DSP e tecnologia de anti-ressonância,
  • Driver STR8, da Applied Motion Products.

Por que confiar neste guia e drivers kalatec?

Com mais de 36 anos de atuação em automação industrial e mais de 400 mil motores de passo vendidos no Brasil, a Kalatec possui experiência no fornecimento de soluções de movimento para fabricantes de máquinas e integradores.

Um exemplo dessa experiência é a utilização de motores de passo e  drivers fornecidos pela Kalatec nos ventiladores pulmonares do projeto INSPIRE, desenvolvido pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) durante a pandemia de COVID-19.

O projeto contou com ensaios realizados com apoio do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e recebeu autorização excepcional da Anvisa em 2020.

Driver digital de motor de passo fornecido pela Kalatec para o projeto INSPIRE, desenvolvido pela Escola Politécnica da USP
Imagem 1: Driver digital de motor de passo fornecido pela Kalatec para o projeto INSPIRE, desenvolvido pela Escola Politécnica da USP. Foto: acervo Kalatec.

Saiba mais sobre o projeto INSPIRE no site oficial da USP.

Qual é a sequência correta para configurar um driver de motor de passo?

A configuração de um driver de motor de passo deve seguir uma sequência que considere as características do motor, os limites do driver e as exigências da aplicação. Isso ajuda a evitar ajustes inadequados que podem causar aquecimento, perda de torque e falhas de posicionamento.

Confira as oito etapas recomendadas:

  1. Levante os dados técnicos: consulte as especificações do motor, do driver e da aplicação.
  2. Confira as ligações elétricas: conecte o motor, os sinais de controle e a alimentação com o sistema desenergizado, conforme o manual.
  3. Ajuste a corrente de saída: considere a corrente nominal do motor, o tipo de ligação das bobinas e o critério de corrente do driver.
  4. Defina a tensão de alimentação: escolha uma fonte compatível com o motor, os limites do driver e a velocidade exigida.
  5. Configure o microstepping: selecione a resolução de comando considerando a suavidade do movimento e a capacidade do controlador.
  6. Calcule a frequência de pulsos: verifique se o controlador e o driver suportam a frequência necessária para a rotação desejada.
  7. Ajuste a corrente em repouso: considere o torque necessário para manter a carga posicionada quando o motor estiver parado.
  8. Valide o funcionamento: teste o conjunto na aplicação real, verificando temperatura, ruído, vibração e repetibilidade de posicionamento.

Quais informações consultar antes de começar?

Antes de configurar o driver, consulte a folha de dados do motor, o manual do driver e os requisitos da aplicação. Essas informações são essenciais para definir os parâmetros elétricos e de movimento com segurança.

Como configurar a corrente do motor de passo

A corrente de saída do driver deve ser ajustada conforme a corrente nominal do motor de passo, considerando o tipo de ligação das bobinas e as especificações do fabricante. Um ajuste inadequado pode reduzir o torque disponível, provocar perda de passos ou aumentar o aquecimento do motor.

A corrente influencia diretamente o torque do motor de passo, especialmente em baixas velocidades. Entretanto, aumentar a corrente não significa obter um aumento proporcional de torque em todas as condições de operação.

O boletim técnico do driver STR8, da Applied Motion Products, apresenta uma relação importante: em determinadas condições, o torque é aproximadamente proporcional à corrente, enquanto as perdas resistivas nos enrolamentos variam com o quadrado da corrente.

Por exemplo, considerando a corrente nominal como referência:

  • 90% da corrente nominal: aproximadamente 90% do torque de referência e 81% das perdas resistivas.
  • 70% da corrente nominal: aproximadamente 70% do torque de referência e 49% das perdas resistivas.

Esses valores são aproximações utilizadas para demonstrar a relação entre corrente, torque e perdas elétricas. A temperatura real do motor também depende das condições de operação, ventilação e dissipação térmica.

Na prática: o objetivo é configurar a corrente necessária para atender ao torque exigido pela aplicação, respeitando os limites elétricos e térmicos do motor e do driver.

Qual é a diferença entre corrente nominal, RMS e de pico?

Para configurar corretamente a corrente de um driver de motor de passo, é importante distinguir três conceitos:

  • Corrente nominal: valor de corrente especificado pelo fabricante do motor, considerando as condições de operação e a configuração das bobinas.
  • Corrente RMS (eficaz): valor equivalente de corrente utilizado no cálculo das perdas resistivas e do aquecimento dos enrolamentos.
  • Corrente de pico: valor máximo instantâneo da corrente, conforme a forma de onda e o critério de especificação adotado pelo fabricante.

Um erro comum é utilizar diretamente o valor nominal do motor na configuração do driver sem verificar se o ajuste é especificado em corrente RMS ou de pico.

No driver KTC-STR6, o manual apresenta uma tabela com valores de corrente de pico e RMS, facilitando a identificação do ajuste adequado.

Para motores de oito fios ligados em paralelo, o manual do KTC-STR6 orienta multiplicar a corrente bipolar de referência por 1,3 para determinar a corrente de pico a configurar, conforme o critério de especificação adotado.

Como definir a corrente correta no driver

No KTC-STR6, a corrente dinâmica é definida pelas chaves SW1, SW2 e SW3 do DIP switch. Selecione a linha mais próxima da corrente necessária:

Foto do Drive KTC-STR6 de motor de passo Kalatec
Imagem 2: Foto do Drive KTC-STR6 de motor de passo Kalatec
Corrente de pico (A) Corrente RMS (A) SW1 SW2 SW3
Configurada por software — ON ON ON
3,08 2,57 OFF ON ON
3,77 3,14 ON OFF ON
4,45 3,71 OFF OFF ON
5,14 4,28 ON ON OFF
5,83 4,86 OFF ON OFF
6,52 5,43 ON OFF OFF
7,20 6,00 OFF OFF OFF

Fonte: Manual KTC-STR6, seção 7.2.

No STR8, o processo é diferente: um seletor rotativo define o motor, e o driver ajusta automaticamente a corrente máxima e os parâmetros de anti-ressonância. 

Foto do Drive KTC-STR8 de motor de passo Kalatec
Imagem 3: Foto do Drive KTC-STR8 de motor de passo Kalatec

As chaves 1 e 2 permitem reduzir a corrente para 100%, 90%, 80% ou 70%, o que é útil quando o motor está montado em uma superfície que dissipa pouco calor ou quando o ambiente é quente. 

Alguns exemplos da tabela de seleção para motores Kalatec:

Motor Ligação Seletor SW1 SW2 Corrente base (A)
KTC-HT23-397 Paralelo 4 ON ON 3,4
KTC-HT23-401 Paralelo 5 ON OFF 5,0
KTC-HT23-401 Série 4 ON ON 3,4
KTC-HT34-487 Paralelo C OFF OFF 8,0

Fonte: Boletim Técnico nº 4, STR8. A tabela completa está no documento.

O que acontece quando a corrente está alta ou baixa demais?

Corrente Sintomas Consequências
Alta demais Motor acima de 80 °C, driver acima de 70 °C, alarme de sobrecorrente Aquecimento do motor, desgaste do isolamento das bobinas, vida útil menor do driver
Baixa demais Perda de passos, motor parando na aceleração, movimento irregular, ruído Falhas de posicionamento, refugo e baixa repetibilidade

O melhor ajuste não é o maior valor possível, e sim o que entrega o torque necessário dentro de uma faixa térmica segura.

Como ajustar a tensão de alimentação do driver

A tensão de alimentação do driver de motor de passo deve ser escolhida conforme as características elétricas do motor, a velocidade exigida pela aplicação e os limites especificados pelo fabricante. 

Nos drivers KTC-STR6 e STR8, a faixa de alimentação indicada nos respectivos manuais é de 24 a 75 VDC.

“A tensão influencia principalmente o desempenho do motor em altas velocidades, enquanto o ajuste de corrente tem maior influência sobre o torque disponível, especialmente em baixas rotações.” – Reforça Samir Kassouf – Diretor Técnico da Kalatec Automação

Tensões mais elevadas podem melhorar a resposta da corrente nos enrolamentos e favorecer o desempenho em velocidades maiores. Entretanto, também exigem atenção ao aquecimento, às condições de operação e aos possíveis picos de tensão durante a desaceleração.

No KTC-STR6, o manual informa que a proteção contra sobretensão atua em aproximadamente 78 ± 1 VDC. Por isso, utilizar uma fonte de 72 VDC é a mais recomendada.

Em determinadas aplicações, fontes de 48 VDC podem oferecer um bom equilíbrio entre desempenho e margem de tensão. A escolha, porém, deve considerar a indutância do motor, a velocidade, a carga e as condições de aceleração e desaceleração.

Imagem 4: O banner apresenta um motor de passo, um driver KTC-STR6 e três fontes de alimentação industriais, destacando a variedade de produtos e soluções oferecidas pela Kalatec.

Como estimar a tensão a partir da indutância do motor?

Uma regra empírica utilizada como referência em algumas aplicações de motores de passo é:

V ≈ 32 × √L

Em que:

  • V: tensão estimada, em volts.
  • L: indutância da fase do motor, em milihenrys (mH).

Por exemplo, para um motor com indutância de 2,5 mH:

V ≈ 32 × √2,5 ≈ 50,6 V

Nesse cenário, uma fonte de 48 VDC pode ser considerada como ponto de partida para avaliação técnica, desde que seja compatível com o driver e com as exigências da aplicação.

Como a tensão influencia o torque em alta velocidade

Os enrolamentos de um motor de passo possuem indutância, o que faz com que a corrente elétrica leve algum tempo para atingir o valor ajustado no driver.

Em baixas rotações, o tempo disponível para a corrente se estabelecer é maior. Já em altas velocidades, o intervalo entre os passos diminui e a corrente pode não atingir o valor programado. Como consequência, o torque disponível tende a cair.

“Uma tensão de alimentação mais elevada permite que a corrente varie mais rapidamente nos enrolamentos, ajudando o motor a manter o torque em rotações superiores.” – Afirma  Eng. Samir Kassouf | Diretor da Kalatec Automação

Veja no vídeo a seguir como a tensão de alimentação influencia o funcionamento de um motor de passo.

Como configurar o microstepping

O microstepping divide eletronicamente cada passo de 1,8° do motor em passos menores, o que deixa o movimento mais suave e reduz ruído e ressonância. 

A resolução é informada em pulsos por volta: com 3.200 pulsos por volta, cada pulso move o eixo 0,1125°.

No driver STR6, a resolução é definida pelas chaves SW5 a SW8, com 16 opções:

Pulsos por volta Ângulo por pulso SW5 SW6 SW7 SW8
400 (padrão) 0,9° ON ON ON ON
800 0,45° OFF ON ON ON
1.600 0,225° ON OFF ON ON
3.200 0,1125° OFF OFF ON ON
6.400 0,05625° ON ON OFF ON
12.800 0,0281° OFF ON OFF ON
25.600 0,0141° ON OFF OFF ON
51.200 0,0070° OFF OFF OFF ON
1.000 0,36° ON ON ON OFF
2.000 0,18° OFF ON ON OFF
4.000 0,09° ON OFF ON OFF
5.000 0,072° OFF OFF ON OFF
8.000 0,045° ON ON OFF OFF
10.000 0,036° OFF ON OFF OFF
20.000 0,018° ON OFF OFF OFF
40.000 0,009° OFF OFF OFF OFF

Fonte: Manual KTC-STR6, seção 7.1. Por software, a resolução chega a 102.400 pulsos por volta.

No STR8, as chaves 5, 6 e 7 oferecem oito opções: 200, 400, 2.000, 5.000, 12.800 e 20.000 pulsos por volta, além de 200 SMOOTH e 400 SMOOTH, que usam o filtro de suavização explicado mais abaixo.

Como escolher o microstepping sem comprometer o desempenho

A resolução maior não significa precisão maior na mesma proporção. O torque de retenção do motor não muda com o microstepping, mas o torque incremental de cada micropasso, ou seja, a força disponível para vencer atrito e folgas em um único micropasso, cai rapidamente:

Pulsos por volta Subdivisões do passo Torque incremental por micropasso
200 1 (passo pleno) 100%
400 2 ≈ 71%
1.600 8 ≈ 20%
3.200 16 ≈ 10%
12.800 64 ≈ 2,5%

Cálculo: torque incremental = sen(90° ÷ número de subdivisões).

Na prática, isso significa que micropassos muito pequenos melhoram a suavidade, mas nem sempre se traduzem em posição real, porque folgas e elasticidade da mecânica dominam. Algumas orientações:

  • 1.600 a 3.200 pulsos por volta atendem a maioria das aplicações industriais, com bom equilíbrio entre suavidade e frequência de pulsos.
  • Resoluções decimais facilitam a programação. Com um fuso de passo 5 mm e 5.000 pulsos por volta, cada pulso equivale a exatamente 0,001 mm.
  • Resoluções muito altas exigem frequências de pulso elevadas e só valem a pena quando o controlador consegue gerá-las.

Como calcular a frequência de pulsos necessária

Frequência de pulsos (Hz) = rotação (rpm) × pulsos por volta ÷ 60. 

Exemplo: 600 rpm com 3.200 pulsos por volta exigem 600 × 3.200 ÷ 60 = 32.000 Hz (32 kHz).

Pela conta inversa, você descobre a velocidade máxima possível com o controlador que já tem: rotação máxima (rpm) = frequência máxima × 60 ÷ pulsos por volta. 

A tabela mostra a frequência necessária para cada combinação:

Rotação (RPM) 400 pulsos/volta 1.600 pulsos/volta 3.200 pulsos/volta 6.400 pulsos/volta 20.000 pulsos/volta
300 2 kHz 8 kHz 16 kHz 32 kHz 100 kHz
600 4 kHz 16 kHz 32 kHz 64 kHz 200 kHz
1.200 8 kHz 32 kHz 64 kHz 128 kHz 400 kHz ⚠

⚠ Acima do limite de 200 kHz da entrada do STR6. Nesse caso, reduza a resolução.

Confira os dois lados: o controlador precisa gerar essa frequência, e o driver precisa aceitá-la. 

  • O STR6 aceita até 200 kHz. 
  • No STR8, o filtro digital de ruído das entradas vem ajustado de fábrica em 150 kHz e pode passar para 2 MHz por um jumper interno (S4)

No vídeo abaixo, nossa equipe testa na prática qual é a velocidade máxima de um motor de passo, mostra como ajustar a frequência de trabalho do driver sem perder torque nem precisão e compara o resultado com a tecnologia EasyServo:

Como relacionar frequência de pulsos, velocidade e aceleração

A velocidade de rotação do motor de passo é diretamente proporcional à frequência dos pulsos enviados pelo controlador, desde que a resolução configurada permaneça constante e não ocorra perda de sincronismo.

Para atingir velocidades mais elevadas, normalmente é necessário utilizar uma rampa de aceleração, aumentando gradualmente a frequência dos pulsos. Se a aceleração exigir mais torque do que o motor consegue fornecer, poderá ocorrer perda de passos ou parada do movimento.

Como configurar a redução de corrente em repouso

A redução de corrente em repouso diminui automaticamente a corrente quando o motor está parado, reduzindo o aquecimento sem perder a posição. 

Como o calor varia com o quadrado da corrente, a economia é grande: com 60% da corrente, o calor cai para 36% (0,6² = 0,36). Com 50%, cai para 25%.

Driver Chave Opções Quando usar
KTC-STR6 SW4 Reduzir a corrente (a redução ocorre 1 s após o último pulso) ou manter a corrente dinâmica Reduzir na maioria das aplicações; manter quando a carga exige torque total parado
STR8 Chave 4 50% ou 90% da corrente de trabalho 50% para cargas horizontais (reduz o aquecimento em 75%); 90% para cargas verticais

Como validar a configuração do conjunto motor e driver

Rode a máquina em ciclo contínuo, nas condições mais severas previstas, até estabilizar a temperatura, e só então avalie o resultado. Problemas térmicos e de perda de passos costumam aparecer apenas depois do aquecimento completo. Os limites do manual do STR6 são:

  • Driver: abaixo de 70 °C.
  • Motor: abaixo de 80 °C.
  • Ambiente: de 0 a 50 °C, sem poeira, névoa de óleo ou gases.

Confira também a repetibilidade: leve o eixo várias vezes a uma posição de referência e veja se ele volta exatamente ao mesmo ponto.

Checklist final para configurar o driver de motor de passo

Antes de colocar o motor de passo em operação, utilize este checklist para verificar se os principais parâmetros elétricos e de movimento foram configurados corretamente.

  • Ligações elétricas: conexões de alimentação, motor e sinais conferidas, com polaridade correta, aterramento e organização dos cabos conforme o manual.
  • Ligação das bobinas: configuração do motor (série ou paralelo, quando aplicável) identificada e compatível com o driver.
  • Corrente de saída: valor ajustado conforme as especificações do motor, o tipo de ligação e o critério de corrente RMS ou de pico do driver.
  • Tensão de alimentação: fonte dentro da faixa permitida pelo driver, com margem para possíveis elevações de tensão durante a desaceleração.
  • Dimensionamento da fonte: capacidade de alimentação adequada às exigências do conjunto.
  • Resolução de passos: microstepping configurado conforme a resolução de comando necessária e as limitações mecânicas da aplicação.
  • Frequência de pulsos: valor calculado e compatível com os limites do controlador e do driver.
  • Rampas de aceleração e desaceleração: parâmetros testados com a carga e nas condições reais de operação.
  • Corrente em repouso: valor configurado conforme o torque de sustentação necessário, especialmente em aplicações com cargas verticais.
  • Temperatura de operação: motor e driver avaliados após um ciclo representativo de trabalho, respeitando os limites e pontos de medição especificados pelos fabricantes.
  • Validação do movimento: posicionamento, repetibilidade, ruído e vibração verificados nas condições reais de operação, sem evidências de perda de passos.

Conclusão: como garantir a configuração correta do driver de motor de passo?

Configurar corretamente um driver de motor de passo exige mais do que selecionar a corrente e a resolução. 

É necessário considerar a tensão de alimentação, o microstepping, a frequência de pulsos, as rampas de aceleração e a corrente em repouso, sempre de acordo com as características do motor e as exigências da aplicação.

O melhor resultado vem da combinação entre dimensionamento correto, parametrização adequada e testes com a carga real. Por isso, utilize o checklist deste guia antes de colocar o equipamento em operação.

Precisa de ajuda para selecionar ou configurar um driver de motor de passo?

A Kalatec Automação oferece soluções em motores de passo e drivers para fabricantes de máquinas e aplicações industriais. Entre em contato com nossa equipe técnica para avaliar a solução mais adequada ao seu projeto.

 

Foto de Edilson Cravo

Edilson Cravo

Engenheiro de Aplicação da KALATEC, 25 anos de experiência com mais de 5000 visitas únicas em Indústrias. Especializado em Automação Industrial pela USP e MAUÁ. Atuei em projetos no Instituto Nuclear Brasileiro, Embraer, Rede Globo, USP (Projeto Inspire) entre outros.

Cadastre-se na nossa Newsletter

Instagram Facebook Youtube Linkedin

© 2025 © Grupo Kalatec. Todos os direitos reservados.