Processos industriais: o que são, como funcionam e como gerir
Automação Industrial

Processos industriais: o que são, como funcionam e como gerir

Cada vez mais moderna e eficaz, a indústria está em constante evolução. Para se adaptar às necessidades do mercado, as empresas estão sempre aprimorando seus processos industriais.

Mas, afinal, o que são esses processos e como funcionam? Como são divididos e como é feito seu controle? 

Acompanhe a seguir informações sobre o tema.

O que são processos industriais?

Processos industriais são conjuntos de ações realizadas para transformar a matéria-prima e obter um determinado produto.

As ações podem ser químicas ou mecânicas, ou envolver um circuito elétrico, ou até mesmo uma combinação desses.

A matéria-prima deixa seu estado bruto, percorre um passo a passo de operações e se transforma em um produto que atende a necessidade do consumidor.

Por meio dos processos industriais, é possível modificar as características da matéria-prima, como sua forma, tamanho e cor.

Como funciona a produção industrial?

A produção industrial tem como objetivo suprir os mais diversos propósitos da sociedade.

Ela proporciona desde um clipe de papel até carros e aviões e, para isso, usa tecnologias, máquinas e ferramentas, além das próprias instalações fabris e mão de obra humana. 

Neste artigo você encontra mais informações sobre tecnologia industrial.

Infinitas técnicas podem ser aplicadas às matérias-primas, como: forja, fundição, injeção, lapidação, esmerilhamento, retificação, usinagem, polimento, estampagem, soldagem, jateamento, extrusão, etc.

A produção industrial segue um sistema de entrada, o processo de transformação em si, e a saída.

Como são divididos os processos industriais? Saiba quais são os tipos

Os processos industriais podem ser divididos em três tipos principais

Processo contínuo

A matéria-prima entra de um lado do sistema e o produto resultante sai do outro lado, sem parar. O processo pode levar de horas a meses. As paradas totais de maquinário não são feitas com frequência.

Exemplos de indústrias que atuam dessa forma: petrolífera, cimenteira, siderúrgicas, químicas, de papel e celulose, etc.

Processo em batelada

Uma determinada quantia de material é processada passo a passo. Cada etapa é completada antes de passar para a próxima. A entrada é feita por quantias discretas de forma descontínua.

Quando tudo é concluído, reinicia-se a operação, com uma nova quantia. Cada um desses ciclos pode ser chamado de processo contínuo.

Exemplos: indústrias alimentícias e de bebidas, farmacêuticas, de cosméticos, etc.

Processo discreto

Cada peça a ser produzida é processada individualmente em cada etapa. Costumam ser utilizados robôs e máquinas de ação repetitiva. 

Exemplos: indústria eletro-eletrônica, fábricas de navios e aviões, montadoras de automóveis, fábricas de autopeças, etc.

Quais as fases de um processo industrial?

Os processos industriais geralmente seguem as seguintes etapas:

  1. Contato e manipulação da matéria-prima;
  2. Condicionamento da matéria-prima;
  3. Aplicação de técnicas específicas para a transformação da matéria-prima;
  4. Separação da matéria-prima para, enfim, transformá-la em produto;
  5. Criação do produto em si. 

Como a revolução industrial alterou as características do processo industrial?

Antigamente, parecia algo muito distante produzir qualquer coisa em série, em grande volume, de forma igual e sem pausa. 

A transformação das matérias-primas era feita artesanalmente e por manufatura.

Essa realidade difícil mudou com a revolução industrial e a implementação de máquinas para substituir o homem em determinadas tarefas. 

Desde a primeira revolução, tornou-se possível produzir em grande escala e, consequentemente, aumentar os lucros. Isso causou grandes transformações no modo de produção. 

A indústria passou a investir em máquinas cada vez mais avançadas e que se alinham às tecnologias de cada época. 

Hoje, já inseridos na indústria 4.0, temos robôs e equipamentos modernos que são multifuncionais, resultando em aumento de produtividade.

Qual a relação entre processos industriais, produtividade e fabricação de produtos?

A produtividade, ou seja, a capacidade de alcançar o melhor resultado, está diretamente ligada a processos industriais eficazes.

As rotinas produtivas devem funcionar bem em todas as suas etapas.

Desde o cálculo de custos e demanda, até o momento do transporte da mercadoria devem seguir a planejamentos.

Dessa forma, a fabricação de produtos torna-se viável e rentável.

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Como fazer a gestão de processos industriais?

gestão de processos industriais

É imprescindível gerenciar adequadamente todas as etapas de produção. Deve-se sempre ter em mente a produtividade e a melhoria contínua. Mas como fazer isso?

A produção deve seguir a planejamentos feitos e depois ser monitorada. 

Os gestores precisam acompanhar o andamento da fábrica, revisando suas práticas e analisando seus dados. Também deve ser considerado o uso de equipamentos que permitam ter maior controle sobre todos os processos industriais. 

É importante implantar tecnologias que garantam a qualidade dos produtos. A automação industrial é uma ótima estratégia para aprimorar os processos

Processos industriais: exemplos de como gerenciar

O adequado funcionamento dos processos de uma empresa depende da adoção de algumas práticas como: 

  • Cálculo de custos e demanda (para se planejar e evitar desperdícios);
  • Mapeamento (para identificar e prevenir possíveis falhas, além de analisar a performance);
  • Definição de metas (os objetivos do negócio devem ser bem definidos e claros também aos colaboradores);
  • Capacitação (os colaboradores devem sentir-se valorizados e ter seu conhecimento sempre atualizado);
  • Manutenção (como forma de prevenir danos, falhas e gastos desnecessários);
  • Equipamentos e tecnologias (existem diferentes opções no mercado que ajudam a modernizar pequenas, médias e grandes empresas).

O que é controle de processos industriais?

O controle de processos é uma forma que a indústria encontrou de avaliar todo o seu sistema de produção. Serve para acompanhar a performance, o desempenho do negócio.

Desta maneira, todos os setores são monitorados com o objetivo de conhecer seus dados, identificar possíveis falhas e para implementar ações de correção e melhorias.

Com esse controle, medidas preventivas também podem ser adotadas. Tudo isso colabora para que a empresa evite desviar de suas metas e objetivos

Como fazer o controle de processos industriais?

O controle pode ser feito de diversas formas, com o uso de sensores, por exemplo. Também podem ser usadas máquinas chamadas de controladores de processos.

Eles são capazes de medir o valor da variável de processo, determinar sinais de correção, e aplicar tais correções. 

Os controladores revisam, monitoram e analisam todos os setores da empresa. Com base nesses dados, é possível identificar falhas e melhorar todas as etapas de produção. 

Existem diversas opções de controladores disponíveis no mercado, e atendem às mais diversas aplicações.

Alguns exemplos são os controladores de temperatura e controladores de variação de velocidade.

Conclusão

Pudemos notar que os processos industriais progrediram muito desde a revolução industrial. Os avanços tecnológicos permitiram a economia de tempo e recursos, ao mesmo tempo que a produtividade aumentou. 

Ainda assim, temos um caminho a percorrer para melhorar sempre mais e chegar ao nível das grandes potências. Hoje, o Brasil ocupa a 62ª colocação no Índice Global de Inovação (IGI).

Percebemos que a boa gestão dos processos é fundamental para esse crescimento industrial. Tendo isso em vista, sabemos que focar em equipamentos de controle é muito importante.

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Edilson Cravo

Edilson Cravo

Engenheiro de Aplicação com mais de 21 anos de experiência e 5000 visitas únicas em Indústrias. É Gestor da Kalatec Automação. Especialista em Controle e Automação Industrial (USP). Engenharia de Processo (MAUA) Gestão de Inovação (ESPM) e Gestão de PME (FGV). Treinado nas fábricas Emerson Motion Control, AMP, Gecko Driver, Arcus Technology , Nexen, Hiwin, Delta Automação, Estun, Moons, HNC, Leadshine, Xinje, TBI. Foi consultor de projetos no Instituto Nuclear Brasileiro, Embraer, Rede Globo e USP (Projeto Inspire).

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