O que é um CLP? conheça suas funções e especificações

Considerado um equipamento “cérebro” na automação, o CLP faz toda a diferença na produção industrial, tornando processos mais inteligentes e automáticos

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A pergunta “O que é um CLP?” é muito comum para quem está estudando automação industrial e quer mergulhar nos avanços tecnológicos desse setor. 

Essas três letras significam “Programmable Logic Controller”, traduzindo Controlador Lógico Programável. O que nada mais é, segundo a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), que uma unidade eletrônica digital muito similar aos computadores que usamos diariamente só que com uma estrutura física compatível ao chão de fábrica, com hardware e software dedicados à automação industrial

Esse equipamento funciona como um “cérebro”, nele há um programa que tem por função fazer verificações e atualizá-lo constantemente em referência à operação da máquina.

Quer entender melhor? Pense em uma mesa elevatória de uma linha de produção de uma montadora, que eleva os carros de um andar para o outro da indústria. Para essa mesa fazer esses movimentos, sabendo quando há um carro em cima dela, qual a hora de subir e descer ou quando parar, usa-se um equipamento de programação que armazena todas essas informações – um CLP, por exemplo.

clp delta
O que é um CLP?

 

CLP ou PLC?

Já ficou confuso quando encontrou essas duas siglas? Para esclarecer, lembre-se de que elas possuem o mesmo significado e nomeiam o mesmo equipamento, sendo que a primeira sigla corresponde ao nome em português e a segunda em inglês:

  • CLP      = Controlador Lógico Programável
  • PLC      = Programmable Logic Controller

Composição de um CLP

Basicamente, um CLP é composto pelas memórias ram (leitura e gravação) e rom (de leitura, apenas), por uma CPU inteligente, com capacidade de memória considerável, e por várias portas de comunicação – saídas e entradas para interagir com outros elementos da automação, como sensores, atuadores, mesas coordenadas, macacos mecânicos, deslocadores, etc.

Esses componentes executam e monitoram funções dedicadas da automação, como checagem e integração de sinais de entrada e saída, contando internamente com sistemas auxiliares como relógio interno de tempo real, memórias residentes e voláteis.

Vale lembrar ainda que um CLP trabalha com vários protocolos de rede, e conversa com o programador via interface homem máquina ou mesmo uma tela de PC, sinaleiras ou luzes de led. 

Dependendo da sua estrutura e memória, ele pode ter dois ou mais eixos trabalhando em conjunto, gerando figuras planas geométricas ou espaciais de certa complexidade, como círculos, parábolas ou hipérboles – modelo muito usado nas máquinas-ferramenta (CNC) e nas impressoras 3D.

Outro componente do CLP é a fonte de potência, que fornece uma corrente contínua aos seus itens e módulos. Geralmente, o padrão utilizado nos dias atuais de fonte de potência é de 24V, da mesma forma, que a entrada normalmente é de 110 ou 220V. 

 

Características do CLP 

As características físicas do Controlador Lógico Programável podem ser modificadas ou atualizadas conforme as necessidades do operador ou do produto, por meio da adição de cartões de memórias – que são placas acrescentadas à placa principal. Por exemplo, a inclusão de uma placa de saída de frequência rápida habilitará o CLP a trabalhar com um servo motor ou motor de passo

 

É possível fazer adaptações no CLP para atender melhor a sua produção

Esses equipamentos podem também se integrar a sistemas mais complexos de automação. Eles se comunicam via canais seriais e permitem serem monitorados por computadores em outro nível de controle, trabalhando em uma rede de comunicação, através de um protocolo em comum.

Os fabricantes criam ou seguem protocolos de comunicação para que os CLPs “conversem” entre si e com outros equipamentos periféricos. Os protocolos mais comuns são: modbus (modicon), ethercat (backhoff), profibus (siemens), devicenet (allen bradley), profinet (siemens) e outros. Alguns deles são protocolos abertos, como o modbus e o profibus, e são mais difundidos nos CLPs.

Quanto às linguagens de programação, a maioria dos Controladores utiliza a “ladder”. A lógica é de fácil entendimento e se aprimora dia a dia nas empresas, simplificando a sua programação e a deixando mais intuitiva. 

Os vários tipos de CLPs do mercado se diferenciam um dos outros pela capacidade de memória, entradas e saídas, e tipos de sinais. Por exemplo, o DVP28SV da Delta apresenta 16 entradas e 12 saídas digitais, saída de pulso de alta velocidade, 4 grupos de contadores de alta velocidade, e trabalha com devicenet, modbus, canopen e profibus.

Quer saber mais?

Nos treinamentos da Kalatec, os clientes se capacitam para entender os equipamentos adquiridos

A Kalatec Automação fornece a seus clientes cursos gratuitos e regulares de CLPs e de todos os demais produtos comercializados. Com esses cursos é possível tirar dúvidas, conhecer melhor os tipos de equipamentos disponíveis, com suporte técnico altamente capacitado, e se preparar para tirar o melhor do CLP na sua linha de produção. 

As datas dos cursos são divulgadas no site oficial da www.kalatec.com.br. Confira!

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