Entenda TUDO sobre os Componentes SMD neste guia completo!
Automação Industrial

Entenda TUDO sobre os Componentes SMD neste guia completo!

Os Componentes SMD estão presentes no nosso dia a dia de diferentes formas, e um de seus usos mais populares é no interior de celulares, notebooks e similares. 

Eles possibilitam o funcionamento correto de circuitos eletrônicos, controlando o movimento da corrente elétrica. Assim, os elétrons cumprem diferentes objetivos, como ir para um lado ou outro, aumentar ou diminuir, se transformar em luz, som, calor, etc.

Grandes sistemas e processos se beneficiam dessa tecnologia, que têm ênfase em tornar os circuitos cada vez mais compactos.

Neste artigo explicaremos o que são os famosos microcomponentes, quais são seus tipos, seus aspectos positivos, negativos e muito mais. Acompanhe!

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O que é SMD?

SMD é a sigla para o termo em inglês Surface Mounted Device, que se refere a dispositivos produzidos com o uso da técnica de montagem direta em superfície (Surface Mounting Technology – SMT). 

Esta tecnologia revolucionou o ramo eletrônico e se baseia na inserção de componentes eletrônicos miniaturizados posicionados e soldados em Placas de Circuito Impresso (PCI) ou em substratos cerâmicos.

Essas pequenas peças podem ser colocadas em ambos os lados das placas, compondo circuitos mais compactos do que quando se utiliza a técnica antecessora Through-Hole.

Neste outro método de montagem, os elementos têm terminais e são fixados com furos em apenas uma face da placa.

SMD e THT/PTH, entenda as diferenças

Já pudemos perceber que o SMD é uma evolução no processo de montagem de circuitos eletrônicos, que se difere do método convencional, denominado THT ou PTH (Through-Hole Technology ou Pin Through-Hole, que pode ser traduzido como tecnologia de inserção de pinos através de furos).

A diferença mais notável diz respeito ao tamanho: os componentes SMD são de quatro a cinco vezes menores que os PTH, o que possibilitou a diminuição dos circuitos eletrônicos, reduzindo gastos com material.

A outra diferença crucial é a forma de inserção na PCI: enquanto os componentes PTH precisam de furos na placa para a fixação, os microcomponentes SMD são soldados diretamente na superfície, em suas duas faces.

E componentes SMD, o que são?

Componentes SMD são elementos eletricamente ativos ou passivos miniaturizados, até cinco vezes menores que os do tipo convencionais.

Seus invólucros foram reduzidos, mantendo apenas o tamanho extremamente necessário para garantir a proteção de seu interior contra fatores externos, como luz e sujeira.

São tão pequenos que é difícil visualizá-los com facilidade, “a olho nu”. Por conta de seu tamanho, aumentam o espaço disponível nas placas, permitindo o uso de seus dois lados.

O tamanho de cada componente SMD é representado por quatro números, dessa forma: os primeiros dois dígitos representam o seu comprimento, dado em centésimos de polegadas. Os dois dígitos restantes indicam a largura da peça.

A solda dos componentes SMD pode ser feita manualmente, mas geralmente requer o uso de máquinas especializadas com elevada precisão e velocidade.

São utilizados em painéis de veículos, como carros, caminhões e ônibus; além de ter diversas aplicações em projetos de automação industrial; equipamentos eletrônicos; hospitalares; da área da segurança; e muito mais.

Tipos de componentes SMD

tipos de componentes smd

Existem diversos tipos de componentes eletrônicos, que se apresentam tanto nas versões comum como na SMD:

  • Diodos;
  • Capacitores;
  • Resistores;
  • Transistores;
  • Indutores;
  • Microcontroladores;
  • LEDs;
  • Circuitos integrados, etc.

Prós e contras dos componentes eletrônicos SMD

Como toda inovação tecnológica, os componentes SMD trazem consigo pontos positivos e negativos, veja:

Vantagens

  • Montagem mais simples do que a da tecnologia PTH, podendo ser realizada de forma automática;
  • Têm menor custo de fabricação e montagem;
  • São extremamente compactos;
  • Aproveitamento melhor do espaço das PCIs, com a capacidade de abrigar mais componentes em áreas menores;
  • Possibilidade de uso dos dois lados da placa, sem a necessidade de furações;
  • Apresentam grau de resistência a fatores como choques mecânicos, impactos e vibrações; etc.

Desvantagens

  • A troca de componentes miniaturizados e a sua manutenção podem ser complexas;
  • A dissipação térmica das peças é mais difícil;
  • A identificação com legendas muitas vezes é impossibilitada devido às dimensões reduzidas;
  • A elaboração de projetos de layout das PCIs é mais trabalhosa;
  • A padronização dos componentes é mais complicada de realizar.

Como identificar um componente SMD?

Uma sequência de quatro números é usada para identificar os componentes SMD, de acordo com o seu tamanho. Como já citamos, a medida adotada é a polegada, com os dois primeiros dígitos se referindo ao comprimento e os demais à largura.

Entretanto, alguns fabricantes dão essa classificação em milímetros.

Veja esse exemplo em polegadas: uma peça com a nomenclatura 0402 tem 0,04” de comprimento (4 centésimos de polegada) e 0,02” de largura (2 centésimos de polegada).

Os resistores costumam ter a medida 1206, que significa 12 centésimos de polegada de comprimento e 6 centésimos de polegada de largura. Em milímetros, esse componente teria 3 de comprimento e 1,5 de largura, aproximadamente.

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Conclusão

Procuramos, ao longo deste conteúdo, trazer detalhes sobre os componentes SMD e ressaltar a sua importância para a construção de circuitos eletrônicos cada vez mais modernos.

Essa tecnologia se sobressaiu ao método de montagem com fixação por furos (THT), trazendo vantagens como redução de tamanho e, consequentemente, de custos com material.

Além disso, o processo de miniaturização ampliou as funções dos componentes, que atendem agora  a muito mais aplicações em áreas como comunicação, automação industrial, saúde e segurança.

Esperamos que você tenha gostado desse artigo. Aproveite para visitar também o site da Kalatec para conhecer soluções de automação para seu empreendimento.

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Edilson Cravo

Edilson Cravo

Engenheiro de Aplicação. 22 anos de experiência com 5000 visitas únicas em Indústrias. CMO da Kalatec Automação. Especialista em Controle e Automação (USP). Engenharia de Processo (MAUA) - Gestão de Inovação (ESPM) - Gestão de PME (FGV) e MBA em Vendas (PUC). Foi consultor de projetos no Instituto Nuclear Brasileiro, Embraer, Rede Globo e USP (Projeto Inspire).

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